O delegado de Polícia Civil em Franca, Márcio Murari (Foto: Márcio Meireles/ EPTV).

Após dez dias de buscas, polícia aguarda pedido de prisão para suspeito de atropelar e atirar na ex

Juliana Proença Ferreira, de 37 anos, segue internada na Santa Casa de Franca. Tentativa de homicídio ocorreu na noite do dia 25 de abril.

FRANCA/SP – Os polícias de Franca (SP) e Passos (MG) já realizam buscas há dez dias por Donizete Luis de Pádua, suspeito de atirar seis vezes e atropelar a ex-namorada por não aceitar o fim do relacionamento que durou 20 anos. Juliana Proença Ferreira, de 37 anos, segue internada na Santa Casa da cidade e seu estado de saúde é estável.

O delegado de Polícia Civil em Franca, Márcio Murari (Foto: Márcio Meireles/ EPTV).

O delegado de Polícia Civil em Franca, Márcio Murari (Foto: Márcio Meireles/ EPTV).

A tentativa de homicídio ocorreu na noite do dia 25 de abril. Juliana estava indo até o hipermercado quando foi abordada pelo ex-namorado e atacada por ele em seguida. Câmeras de monitoramento do estacionamento do local registraram o momento em que ele efetuou os disparos contra a vítima e usou seu carro para atropelar Juliana em seguida. Ninguém foi preso.

Durante esse tempo, a Polícia Civil de Franca realizou buscas por Donizete em uma usina de cana em Batatais, onde ele trabalha, mas os agentes foram informados que ele não foi mais visto desde o dia em que o crime ocorreu. A investigação também levou os policiais até uma casa no bairro Quinta do Bosque, onde ele morava com colegas de trabalho, mas Donizete também não foi localizado na residência.

“Quando chegam informações nós vamos atrás, mas ele ainda não foi localizado. Recebemos poucas denúncias por ele ser de Passos e ninguém achou. Mantemos contato direto com o pessoal de Passos porque eles sabem que estamos atrás dele, mas nem familiares foram encontrados”, afirma o delegado Marcio Murari.

Os policiais também aguardam a recuperação de Juliana para colher seu depoimento. De acordo com Murari, a vítima seria interrogada até o fim da primeira semana de maio, mas o depoimento foi adiado devido a seu estado de saúde, que ainda é considerado delicado.

“Ainda não conseguimos falar com a Juliana porque ela foi submetida a uma cirurgia e ainda não está em condições de dar depoimento, estamos aguardando a liberação médica. Deveremos conseguir tomar o depoimento dela até a próxima semana”, explica.

Ao mesmo tempo em que tenta localizar Donizete, o delegado ainda aguarda a decisão da Justiça sobre um pedido de prisão temporária que foi requisitado contra o suspeito. Segundo Murari, apenas depois do pedido ter sido acatado é que Donizete passará a ser considerado foragido da justiça.

“Eu estou aguardando manifestação do Ministério Público pelo nosso pedido de prisão temporária, mas até agora não recebemos nada”, conclui.

Segundo a Polícia Civil de Franca, Donizete Luis teria planejado o crime com antecedência. De acordo com Murari, o suspeito não aceitava o fim do relacionamento com Juliana três meses antes e pediu para se encontrar com a vítima uma última vez antes da separação definitiva. Foi nesse momento que o crime ocorreu.

Depressão

Uma amiga de Juliana, que preferiu não ter sua identidade revelada, afirmou durante entrevista concedida à EPTV que a vítima já estava sendo ameaçada pelo ex-namorado e contou a colegas de trabalho que estava com depressão e medo devido à reação do suspeito após o relacionamento entre eles ter chegado ao fim.

Ainda de acordo com a amiga da vítima, Juliana começou a faltar ao trabalho e teria sido vista chorando duas semanas antes do crime ter ocorrido. Ela revelou ainda que planejava deixar a cidade com medo do ex-namorado, com quem manteve uma relação por 20 anos.

Tentativa de homicídio

O crime aconteceu na noite de terça-feira (25) no estacionamento de um supermercado que fica localizado na Avenida Moacir Vieira Coelho, na Vila São Vicente, por volta das 19h40, e foi registrado por câmeras de segurança.

Nas imagens, é possível ver quando o homem segura a mulher, que tenta se soltar, a joga no chão e atira várias vezes contra ela. Instantes depois, a vítima é atropelada pelo carro do suspeito, um Kadett com placas de Batatais (SP). Ela é retirada do caminho às pressas por pessoas que testemunharam toda a ação.

Um dos clientes que viu uma mulher ser baleada e atropelada contou que o homem passaria com o carro por cima dela outra vez, mas que a segunda tentativa foi frustrada porque ele e outras testemunhas conseguiram tirá-la do caminho a tempo.

G1

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