Foram presos Leocir da Silva, Jones Felipe Antônio e Abelar Dewes.

Presos caçadores que postaram fotos com onça morta

Foram presos Leocir da Silva, Jones Felipe Antônio e Abelar Dewes.

Foram presos Leocir da Silva, Jones Felipe Antônio e Abelar Dewes.

Eles foram detidos por agentes do ICMBio, Ibama e Polícia Federal com armas de caça, cães treinados e a carcaça de dois animais: um veado mateiro e uma ave jacutinga

BRASÍLIA/DF – Agentes de fiscalização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em ação conjunta com o Ibama e a Polícia Federal, efetuaram no sábado (5) a prisão em flagrante de três caçadores no Pará que haviam publicado em redes sociais fotos com uma onça-pintada morta. A espécie é ameaçada de extinção (Saiba mais abaixo).

Os caçadores foram detidos no município de Trairão, no oeste do estado, onde fica, entre outras unidades de conservação, a Floresta Nacional do Trairão, administrada pelo ICMBio. A prisão foi registrada na Delegacia da Polícia Federal de Santarém (PA). “Foi uma resposta rápida do ICMBio”, disse Lívio Araújo Brito, delegado da PF em Santarém. “As fotos começaram a circular no dia 2, e a prisão aconteceu três dias depois”.

Foram presos Leocir da Silva, Jones Felipe Antônio e Abelar Dewes. Com eles, os agentes encontraram dois rifles calibre 22, munição própria para caça, vários cães treinados e a carcaça de dois animais: um veado mateiro e uma ave jacutinga.

De acordo com o delegado, ficou claro que os três são “caçadores profissionais”. Eles foram acusados pelos crimes de caçar espécies da fauna silvestre sem autorização e de porte ilegal de armas. Como o somatório das penas ultrapassa quatro anos, o trio foi encaminhado para um presídio na região, onde aguardará o julgamento.

A caça ilegal, punida com detenção de seis meses a um ano e multa, de acordo com o artigo 29 da Lei dos Crimes Ambientais, é um problema difícil de ser combatido no Pará, onde a prática é difundida nas regiões mais próximas à floresta amazônica. Em agosto, uma operação conjunta das polícias civil e militar, com o apoio do ICMBio, encontrou cinco cabeças de onças pintadas e uma de suçuarana armazenadas no freezer de um comércio na zona rural de Curionópolis. “A região coberta pela floreta amazônica é imensa, é quase impossível fiscalizar tudo”, disse o delegado Araújo Brito. “A caça acontece. A gente tenta combater na medida do possível.”

Saiba mais

A onça-pintada (Pantera onca) é o maior felino do continente americano, podendo chegar a 135 quilos. Aparece na mais recente lista da fauna brasileira ameaçada de extinção (portaria nº 444, de 17/12/2014) na categoria vulnerável. Espécie emblemática das matas brasileiras, é importante para as ações de conservação.

Pelo fato de estar no topo da cadeia alimentar e necessitar de grandes áreas preservadas para sobreviver, esse animal, ao mesmo tempo temido e admirado, é um indicador de qualidade ambiental. A sua ocorrência em uma região indica que o local oferece boas condições para a sua sobrevivência.

As crescentes alterações ambientais provocadas pelo homem, assim como o desmatamento e a caça às presas silvestres e às próprias onças são as principais causas da diminuição da população da espécie no Brasil.

O ICMBio, por meio do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros, coordena o Plano de Ação Nacional (PAN) para Conservação da Onça-pintada, que prevê várias ações de proteção, em parceria com diferentes setores da sociedade, na área de distribuição da espécie nos biomas Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e Pantanal.  (com informações do site de O Globo)

 

Comunicação do ICMBio

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